3 de outubro de 2007

O tratamento da condição feminina nos anos 70

Descobri há dias que em 1978 tentavam impingir à “mulher moderna” um produto “desinfectante-desodorizante” para a “higiene íntima” que garantia o “aroma da higiene” mesmo “nos dias especiais do mês”. Chamava-se Dystron.

Numa análise à dita mensagem publicitária, surgem-me ao espírito várias interrogações.
Por exemplo, ao que é que se referem precisamente quando falam nos “dias especiais do mês”? É que de acordo com uma breve sondagem feita a mulheres modernas aqui da chafarica, não há dia mais especial no mês que o dia de pagamento. Será que precisamos de cheirar a lavadinho para receber o salário? E porquê só nesses dias? E isto leva-me a outras considerações. O que significa em concreto a expressão “aroma da higiene”? Isto cheira-me a gato por lebre. Olhem que rica descoberta publicitária. Mas tomar banho para quê se podemos cheirar a lavado sem ter a chatice de ir à banheira?! Modernices dos anos 70, de certeza. O anúncio, que pode ser encontrado no número especial da Teleculinária de Dezembro de 1978, é encabeçado por uma fotografia de rosto de uma “mulher moderna” pintalgada à última moda:


2 comentários:

fogacho disse...

depois do arroz com chouriço, uma post de bacalhau... muito prendada a menina

trincadeira disse...

Fogacho, tu és uma espécie de eucalipto, secas tudo à tua volta. Depois dessa contribuição à camionista ninguém mais se atreve a comentar...a não ser que o Quim Barreiros ande a cuscar o míldio! :o)