31 de dezembro de 2006

horror

não sei o que revolta mais.
saber que há mães que espancam as filhas até à morte por estas serem traquinas.
ou saber que há ditadores que levam outros ditadores à morte.
qual dos dois é mais medieval?
e este? não merece castigo?

28 de dezembro de 2006

Can you spot the fake smile?


Aqui as amigas e os amigos podem testar a capacidade para detectar os afamados sorrisos amarelos.
Mais uma cortesia BBC

100 coisas que aprendemos este ano

a bbc, sempre em nome do serviço público, apresenta uma centena de factos e revelações - alguns absolutamente irrelevantes - que marcaram 2006.
entre os melhores estão o 3, o 12, o 60 e o 100.
tudo aqui.


e é verdade. o ovo apareceu primeiro que a galinha.
claro.

só faltava isto

segundo a EFE:
um estudo britânico revela que a actividade física, em particular as tarefas domésticas, contribuem para reduzir o risco de cancro da mama nas mulheres.

"Los investigadores analizaron el efecto de actividades como el trabajo, las tareas domésticas y el ocio en el desarrollo de la
enfermedad.

los investigadores descubrieron que emplear el tiempo de forma regular en las labores del hogar contribuía a reducir sigfinificativamente el riesgo de cáncer en ambos casos.

"las formas moderadas de actividad física, como las tareas domésticas, pueden ser más importantes en la reducción del riesgo de cáncer en las mujeres europeas que modalidades de ejercicio recreativo más intensas pero menos frecuentes".

sinceramente.
já vi provas menos explícitas de machismo.

26 de dezembro de 2006

( )


do natal o que eu gosto é do dia seguinte, em que todos estão com cara de filhós amassada, entorpecidos e a ressacar da festança.
há pouca vontade de mandar trabalhar.
há papel de embrulho para reciclar, cházinho para beber.
há ainda algumas nozes e pinhões à espera de serem cuidadosamente apanhadas com as pontas dos dedos daquele prato bonito da mãe.
conto os dias para que chegue o próximo ano.
todos os anos é assim.
este ano foi maravilhoso, mas já estou farta dele.

22 de dezembro de 2006

tic tac


nunca mais chega 02 de Janeiro.

20 de dezembro de 2006

é aproveitar

parece que o pai natal vai estar na galeria zé dos bois.

A "Ler Devagar" vai saldar o seu stock - mais de 10 mil livros - nas instalações da ZDB até 20 de Janeiro.
Os preços variam entre os 50 cêntimos e os dez euros.
Depois disto, a ler devagar muda-se para a Rua da Rosa.

quem é amigo, quem é?

19 de dezembro de 2006

divertimento com um sinal ortográfico

enquanto as queridas castas estão a cortar a fruta cristalizada em cubinhos e a descascar pinhões, avelãs, amêndoas e afins (quero essas nozes sem pele, einh?) para o bolo-rei, aqui a palhacita deixa um poema visual do genial génio alexandre o´neill:


"desafio um francês a possuir-me
quando estou, por exemplo, em coração"

18 de dezembro de 2006



como as castas estão de certeza entretidas a aprender a fazer bolo-rei (sem brinde) aqui fica o meu bem haja de boas festas e que 2007 tenha boas colheitas.

17 de dezembro de 2006

sunday morning



Sunday morning, praise the dawning
Its just a restless feeling by my side
Early dawning, sunday morning
Its just the wasted years so close behind

Watch out, the worlds behind you
Theres always someone around you who will call
Its nothing at all

Sunday morning and Im falling
Ive got a feeling I dont want to know
Early dawning, sunday morning
Its all the streets you crossed, not so long ago

Watch out, the worlds behind you
Theres always someone around you who will call
Its nothing at all

Watch out, the worlds behind you
Theres always someone around you who will call
Its nothing at all

Sunday morning
Sunday morning
Sunday morning

12 de dezembro de 2006

8 de dezembro de 2006

conjugar os verbos ir e andar no autocarro


duas senhoras pelos cinquenta:
- olá, está boazinha? como é que vai?
- ah, cá vou indo.
silêncio.
- pois... o que é preciso é ir andando.
novo silêncio.

5 de dezembro de 2006

Pelo ar...


hoje o mundo estava todo levantado, rodopiava, abanava-se, tudo - folhas, papéis, pessoas incautas -, era levado como em total ausência de vontade e até o dia se descorou, em cinzas escuros.
Dentro do carro, fumei um cigarro subjugada por este dia que parecia tão tremendamente definitivo, encantada...até ter percebido que o meu alheamento perante o turbilhão exterior acabara por me deixar, e ao carro, completamente encharcados.

Violência infantil

Há dias passei pela minha antiga escola primária e lembrei-me. Foi na primeira classe, numa excursão a umas grutas (devem ser as mesmas grutas a que vocês foram :o)). Lá dentro havia um poço onde se deitavam moedas em troca de um desejo. Aquilo fez muito sucesso entre as garotas. Eu já não me lembro o que desejei, mas deve ter sido uma coisa muito importante.
Pois a Sandra, miúda saída da casca, tirou-me a moeda da mão e pediu ela o desejo. Lembro-me da maneira como olhei para ela em silêncio, estupefacta, então aquilo fazia-se? Pus-lhe a mão na cara e empurrei-a com tanta força que ela caiu para trás e bateu com a cabeça na rocha. Lembro-me de a ver a chorar e a queixar-se com dores mas na altura fiquei dividida entre o "ai que é que eu fiz" e "ela merecia mais". Entretanto, a professora apareceu, viu-a no chão, ouviu as minhas razões e "resolveu" o problema com uma chapada em cada uma.

4 de dezembro de 2006




padres da esquerda:
"eh pá, ouvi dizer que há por aí um blogue de castas. chama-se míldio. já ouviste falar?".
"já, mas estou desolado, pá. parece que há uma casta que está em falta".

padres da direita:
"tu já viste a nossa vida? vamos todos os dias ao blogue e ela não aparece?"
"valha-me deus, já fiz tantas promessas para ela aparecer. só falta deixar de beber".

3 de dezembro de 2006

Nozolino


e assim se passou um fim de semana

2 de dezembro de 2006

Canção do Garrafão

Conheci-te
E a medo comecei a beber-te
E no fim
Já não mais me podia esquecer

Vamos beber até à última gota do garrafão
Se bufarmos estoiraremos com o balão

Vamos beber
Que não sobre nem uma gota p'ra lembrar
Essa piela que todos vamos tomar
Com a ajuda do garrafão

Ai ó meu divino São Martinho
Que estais lá no alto da serra
Dai-nos luz e claridade
Para ir-mos todos p'ra taberna

Era o vinho, meu Deus
Era o vinho
Era o vinho que eu mais adorava
Só por morte meu Deus
Só por morte
Só por morte eu o vinho deixava...


Olá a todas!