12 de abril de 2007

Ora vamos lá a isto...



Andava a fazer-me comichão, esta coisa de gostar da Odete Santos sem perceber porquê. É que tenho tantas razões para não gostar dela! Mas eis quando e porquê percebi o motivo de gostar da deputada mais despenteada da Assembleia: Uma noite destas, estava eu refastelada no sofá a comer amêndoas de chocolate enquanto via, embevecida, o Dr. House, quando o meu gato me aparece à frente vindo do nada. Senta-se entre mim e a televisão e olha-me nos olhos longamente. Interrogativo, afirmativo, impositivo, o gato danado deixou-me sem escapatória possível naquele olhar seco de tão quente e tão intenso.
A Odete Santos é assim um bocado como o meu gato. Não é como ele porque ele é perfeito e ela, por muito boa que seja, nunca há-de ser uma gata.
A Odete Santos explica-se a si própria sempre. Põe-se toda em todos os momentos e isso é, afinal, tudo o que eu gostava de conseguir ser.

1 comentário:

Palomino disse...

Já és tanto, tanto...e tantas vezes.*