8 de dezembro de 2007

De manhã eu bou ao põm, a saquinha bai na mõm...




A ideia dos sacos de plástico foi uma invenção saudada como um sinal do progresso. Elogiaram-se as óbvias vantagens práticas e os super e os hiper tinham nos sacos uma publicidade gratuita. A mim dá-me jeito para forrar os caixotes do lixo. Mas posso bem passar sem eles. Agrada-me voltar aos sacos de pano que a minha avó usava nas compras na mercearia. Usados durante anos e repetidamente remendados. Ela não era activista ecológica e gostou quando nos supermercados lhe punham as compras em sacos de plástico. Eram de graça. Guardou apenas os sacos do pão, que continuou a levar à padaria todos as manhãs. Mas também isso foi abandonado quando o pão de Mafra e as vianinhas passaram a vir embaladas. Agora, quando em nome da consciência ecológica o Governo estuda a possibilidade de taxar os sacos de plástico nos hiper, e os próprios hiper decidem levar dois cêntimos por saco, não me chateia nada aderir à moda do saco de pano. Tenho que ir às gavetas mais esconsas da minha mãe procurar os sacos do pão que levei nas minhas primeiras idas às compras sozinha, armada em crescida. Lembro-me de padrões florais dos anos 60 e 70, formas e cores psicadélicas em pano de algodão. E sei que muitas raparigas prendadas da nossa praça se entretém a costurar sacos de pano bem coloridos. As minhas idas à mercearia vão passar a ser mais alegres. Não custa nada e é muito mais bonito. Tenho é que pensar com o que é que vou forrar os caixotes do lixo. Jornais?

2 comentários:

fogacho disse...

dizem que as folhas dos livros da margarida rebelo pinto absorvem extraordinariamente a gordura. sempre fica uma alternativa

trincadeira disse...

Por acaso tenho um. O "Não há coincidências". Não me lembro de uma linha do que li, não faço ideia de qual era a história. Boa ideia!!!